Carta argumentativa

Londrina, 10 de setembro de 2002
Prezado editor,
O senhor e eu podemos afirmar com segurança que a violência em Londrina atingiu proporções caóticas. Para chegar a tal conclusão, não é necessário recorrer a estatísticas. Basta sairmos às ruas (a pé ou de carro) num dia de “sorte” para constatarmos pessoalmente a gravidade da situação. Mas não acredito que esse quadro seja irremediável. Se as nossas autoridades seguirem alguns exemplos nacionais e internacionais, tenho a certeza de que poderemos ter mais tranquilidade na terceira cidade mais importante do Sul do país.
Um bom modelo de ação a ser considerado é o adotado em Vigário Geral, no Rio de Janeiro, onde foi criado, no início de 1993, o Grupo cultural Afro Reggae. A iniciativa, cujos principais alvos são o tráfico de drogas e o subemprego, tem beneficiado cerca de 750 jovens. Além de Vigário Geral, são atendidas pelo grupo as comunidades de Cidade de Deus, Cantagalo e Parada de Lucas.
Mas combater somente o narcotráfico e o problema do desemprego não basta, como nos demonstra um paradigma do exterior. Foi muito divulgado pela mídia – inclusive pelo seu jornal, a Folha de Londrina – o projeto de Tolerância Zero, adotado pela prefeitura nova-iorquina há cerca de dez anos.

Por meio desse plano, foi descoberto que, além de reprimir os homicídios relacionados ao narcotráfico (intenção inicial), seria mister combater outros crimes, não tão graves, mas que também tinham relação direta com a incidência de assassinatos. A diminuição do número de casos de furtos de veículos, por exemplo, teve repercussão positiva na redução de homicídios.
Convenhamos, senhor editor, faltam vontade e ação políticas. Já não é tempo de as nossas autoridades se espelharem em bons modelos? As iniciativas mencionadas foram somente duas de várias outras, em nosso e em outros países, que poderiam sanar ou, pelo menos, mitigar o problema da violência em Londrina, que tem assustado a todos.

Espero que o senhor publique esta carta como forma de exteriorizar o protesto e as propostas deste leitor, que, como todos os londrinenses, deseja viver tranquilamente em nossa cidade.
Atenciosamente,
M.

(“site” Mundo Vestibular)
I – Os elementos que identificam o texto como uma carta são

a) Local, data e vocativo.
b) Vocativo e despedida.
c) Local, data, vocativo, assinatura.
d) Local, data, vocativo, assinatura e despedida.
e) Local, data, vocativo, despedida, segunda pessoa e assinatura.

II – Segundo o autor da carta,
a) A violência em Londrina está um caos e não possui solução.
b) É possível desviar a violência de sua cidade.
c) Pode-se diminuir a violência na cidade.
d) Será muito difícil acabar com a violência em Londrina.
e) N. d. a.
III – Para argumentar, M. lança mão de
a) Ideias próprias.
b) Estatísticas.
c) Exemplos.
d) Comparação.
e) N. d. a.
IV – Segundo o autor, por que a violência na referida cidade, como nos exemplos citados, não diminui?

V – Por que motivo M. escreveu a carta?

VI – Os argumentos localizam-se nos seguintes parágrafos:
a) Primeiro, segundo e quarto.
b) Segundo, terceiro e sexto.
c) Segundo terceiro e quarto.
d) Primeiro, segundo e quinto.
e) Terceiro, quarto e quinto.

VII – Quando se substitui em “outras, em nosso e em outros países, que poderiam sanar ou, pelo menos, mitigar o problema da violência em Londrina, que tem assustado a todos.” o termo destacado por abrandar, amansar, diminuir, faz-se o uso da
a) Antonímia.
b) Polissemia.
c) Sintaxe.
d) Sinonímia.
e) N. d. a.

Sobre Gonçalves
Professora de Ensino médio do governo do estado do Espírito Santo.

8 Responses to Carta argumentativa

  1. iza disse:

    cadê o gabarito?

    • Desculpe a imensa demora em responder. O Gabarito de alguns exercícios está na seção GABARITO, parte superior da página, à esquerda.

      https://terceiroano3.wordpress.com/gabarito/

  2. Jeferson disse:

    Oi !!!
    Dúvidas:

    Na 1a pergunta a resposta é a letra “e)” . Quem é a segunda pessoa?
    A letra “d)” também poderia ser considera correta ?

    Aguardo retorno .

    Obrigado,

    Jeferson

    • A segunda pessoa é o editor da revista. Ele é apresentado no vocativo e, em seguida, no texto, utiliza-se o tratamento “senhor” para se referir a ele: “Prezado editor,
      O senhor e eu podemos afirmar com segurança que a violência em Londrina atingiu proporções caóticas.”

  3. Jeferson Fachin disse:

    Oi !!!

    A pergunta núm. I da carta argumentativa tem como resposta a letra “e” . Quem é a segunda pessoa ? . Poderia ser também a letra “d” ?

    Obrigado,

    Jeferson

    • Letra e. Toda carta sempre estará em segunda pessoa.

  4. Boa noite adorei essa atividade e gostaria do gabarito, poderia me enviar?
    Obrigada!!

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